Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
nem tudo perdi quando a luz se fechou no teu olhar___________nem as entranhas nem os dedos nem os dentes e nunca o espelho de lâminas onde a vida é arco gelado. andam a monte as portas as sagradas asas do precário de um tempo silencioso. sobram as cinzas as areias as sombras e um murro de estrelas violetas violentas vigilantes. sobra tanto ainda neste mapear do já consumido mas nunca da ira e do nome assinalado. há uma pedra que me pesa na mão e um osso partido ao lado do futuro. mas nunca oculto o culto da iluminação. o que escrevo é um verbo recém-nascido morto de coincidências onde tudo se perde. onde tudo é inverso.
Publicada por
isabel mendes ferreira
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08:58
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