
agora que a memória é de água em carpe diem oxímoro e animal distante é que me faço em arco descrevente. para não ser o que fui em asas e em manchas de vésperas e de labirintos. a cidade fez-se corpo ambulante em amados tons sombrios como rosas imperceptíveis no verso de cada sílaba brava e doída. nasce o absoluto no breve instante de cada despedida em mortalha e em consciência. porque nada resta da rasura das penumbras nem do hálito das aves mortas. virtuosas e cândidas são hoje augúrio triste. um navio ao longe é mais o meu corpo que este corpo que me é hábil destreza de jazer sobre as águas da memória.____________as mãos passam a elementos estranhos. cravos sacrificados torres ardentes no chão à sombra da montanha. secam. secam à velocidade do esquecimento. sandálias de palha à tua porta. desgaste. lucidez. lâmina. afluente de uma guerrilha em espera. que o dia é um sermão assazmente líquido. de costas feridas. voltadas em arco-íris violado.

