a arte que é espírito.canto e êxtase.

a arte que é espírito.canto e êxtase.

e a cada instante a ausência do tempo é uma viagem do silêncio




uma espécie de água que não cede nem é sinal. âncora tão deslaçada como as labaredas efémeras.

domingo, 8 de Novembro de 2009

vi a mão. a tua mão cosida de rumores. antigos. escarpadas e cupulares de números e sinais. cicatriz feminina da diferença. fenda. mínima. um diálogo em forma de lira. alucinogénio. aliciante. de vícios. alucinantes. e vi a mão. a tua. dissolvente. a que empurra a morte como quem desfaz o sono e dele se cola às paredes em quartzo rupestre em doce miopia em tempo obstinadamente de chumbo. vi a tua mão. às vezes resistente. outras veludo. sempre velozes na quietude que é dispersão. vi. e esse solo instável onde instalei a viagem fez-se de sangue. __________________como é falso o fluir e o fulgor.
como é longa a travessia ao longo do teu corpo. toda a plenitude é reclamável. insólita maturidade dos acasos. na tua mão suada. sudário.


ft. de "luis"____gentilmente cedida por Graça VAz

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