
e neste final o ensaio é cão vadio e melancólico. presa de um arquipélago oceanizado de memórias. que se estendem como estátuas caídas às mãos de uma biografia de sangue e de distância.
demorado o tempo das pontes e das leituras onde o combate é rasgo das palavras inconjuntas.
______________ garras in.coesas na insubstante leitura do fogo que se agarra como sermão às aves que morrem. as palavras. afluentes de um tambor mudo. muda-se o interior e o delírio é apenas esconjuro.
e venho do nada_______Allah_________que a noite mais pura se faz inquieta e se en.divinaagónica e solitária.
____________________é este o lugar onde o corpo grita a sobrevivência das páginas em branco. trazes mais em ti que uma simples conjectura e na pele que me é vestal depositas a vida na evidência dos segredos. belíssima a porta que fecha a nostalgia.
raro o instinto de ser-te a linguagem indomável. importa a raiz. interpelante. vigília nunca intrusa. E
[de uma outra vez ser câmara em acordes lentos como facas que se cruzam sobre o frágil dia]não se interrompe a sombra nem a combustão vertiginosa. este é o não poema que
te deixo na beira dos rios em desalinho.é uma avalanche a colar-te seixos cadentes. nos ossos. para que possas ser livre. mais uma e derradeira vez:
oh doce inflorescência que me curas de tanto bem________sou mais leve no desenrolar das pétalas com que te invisto no florário do meu caminho. sou o último diâmetro sem ramos espinhosos e na água com que te esculpo o olhar faço a ideia de amanhã_____________morde-me este devir que é agora tão final e alma!

te deixo na beira dos rios em desalinho.é uma avalanche a colar-te seixos cadentes. nos ossos. para que possas ser livre. mais uma e derradeira vez:oh doce inflorescência que me curas de tanto bem________sou mais leve no desenrolar das pétalas com que te invisto no florário do meu caminho. sou o último diâmetro sem ramos espinhosos e na água com que te esculpo o olhar faço a ideia de amanhã_____________morde-me este devir que é agora tão final e alma!


