e a cada instante a ausência do tempo é uma viagem do silêncio




a exactidão das coisas é ambígua e desloca-se no texto líquido. resguardo de vísceras que a ninguém faz de lençol.


domingo, 5 de Julho de 2009

Imaculado silêncio dos acrescentos.





e neste final o ensaio é cão vadio e melancólico. presa de um arquipélago oceanizado de memórias. que se estendem como estátuas caídas às mãos de uma biografia de sangue e de distância.
demorado o tempo das pontes e das leituras onde o combate é rasgo das palavras inconjuntas.______________ garras in.coesas na insubstante leitura do fogo que se agarra como sermão às aves que morrem. as palavras. afluentes de um tambor mudo. muda-se o interior e o delírio é apenas esconjuro.
e venho do nada_______Allah_________que a noite mais pura se faz inquieta e se en.divina
agónica e solitária.


____________________é este o lugar onde o corpo grita a sobrevivência das páginas em branco. trazes mais em ti que uma simples conjectura e na pele que me é vestal depositas a vida na evidência dos segredos. belíssima a porta que fecha a nostalgia. raro o instinto de ser-te a linguagem indomável. importa a raiz. interpelante. vigília nunca intrusa. E


[de uma outra vez ser câmara em acordes lentos como facas que se cruzam sobre o frágil dia]


não se interrompe a sombra nem a combustão vertiginosa. este é o não poema que te deixo na beira dos rios em desalinho.é uma avalanche a colar-te seixos cadentes. nos ossos. para que possas ser livre. mais uma e derradeira vez:


oh doce inflorescência que me curas de tanto bem________sou mais leve no desenrolar das pétalas com que te invisto no florário do meu caminho. sou o último diâmetro sem ramos espinhosos e na água com que te esculpo o olhar faço a ideia de amanhã_____________morde-me este devir que é agora tão final e alma!

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