e a cada instante a ausência do tempo é uma viagem do silêncio




a exactidão das coisas é ambígua e desloca-se no texto líquido. resguardo de vísceras que a ninguém faz de lençol.


quarta-feira, 2 de Julho de 2008






despido o gesto na fenda do colo a tarde era um nó no deserto.




só.

irradiada a treva como ferida a memória reduz o corpo a écran.

nada que a morte não estale em neve.

nada que respire na ascenção de um anjo.

o deserto é o inconsciente e a montanha um sinal. de alma.


dimensão gnóstica do corpo feito coração.

Acerca de mim

A minha fotografia
Isabel Mendes Ferreira
Ver o meu perfil completo

Seguidores