e a cada instante a ausência do tempo é uma viagem do silêncio




a exactidão das coisas é ambígua e desloca-se no texto líquido. resguardo de vísceras que a ninguém faz de lençol.


sábado, 5 de Abril de 2008

(rapto abusivo à I.V....)





"Depois da sede. da seca... do sangue e da dor. Da voracidade das águias...

Soltam-se amarras! e o corpo mutilado olha-se nas águas transparentes...

Teimosamente oculta a chama estava lá. frágil e imprecisa.
Respirou. Ergueu-se cambaleante e sem força.
sedenta fez-se labareda. Lambeu e secou as feridas...

...e viu flores que são lábios. seios que são rios. e pássaros que transportam perfumes raros na renda recorte das suas asas."








palavras ________________de LISA. e

"... _______________O poema que leio ou ouço é coisa e força material e viva, e só esse me transforma e faz avançar, ou tão-somente mudar de lugar por uns instantes. Não necessariamente para diante, que os poetas nem sempre anunciam o mundo por vir.Hoje sorrimos um pouco de tudo o que soe a missão do poeta. Quem é o poeta? Que lugar ocupa a poesia para querer ser arauto de mundos futuros? Mas quando se diz (dizia?) que a poesia vai à frente do seu tempo, isso tanto pode ser uma sua vantagem em relação à cegueira do mundo, como o sinal da loucura criativa que lhe é inerente – a ela, a poesia!
O que o poema melhor e mais frequentemente faz é intervir no que está a acontecer e dá-las a ver, é essa a modesta utopia do poema, a sua destinação desde as origens.Como já escrevi antes, o poema não quer ser mais do que uma hipótese – de conhecimento (outro), de experiência partilhável..." diz João Barrento na sua escrita de "lápis aceso".

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