o fim é quase sempre uma faca sem a língua acerba. mortalha das sílabas ácidas.

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008






breve apontamento debaixo do céu. das pedras e das rosas.






breve fluir entre ser breve. e divagar sobre um chão.trajecto de narrativas que se alimentam de enigmas orgânicos.







28 comentários:

Bandida disse...

vagens coloridas de pele.

beijo!

CCF disse...

Fico presa nos teus muros de pedra.
~CC~

maria josé quintela disse...

resistentes
as narrativas petrificadas
em subterrâneos enigmas.





brevíssimo (e sem memória)
o tempo
à superficie.


beijo.

Luís Galego disse...

portentoso véu. portentosopost (e, não me importo de ser repetitivo, quando isso corresponde à verdade).

MiE disse...

belo fluir

no todo tudo

um beijo

grande

mfc disse...

A vida só tem sentido para quem a sente.

Vanda disse...

Breve verde.

Musgo-me.

e beijo-te.

TCHI de Tchivinguiro disse...

Audácia dos vestígios que elides.

Abraço daqui-aí.

herético disse...

breve que seja! sobre o chão...

pn disse...

pétrea semente esse corpo dado à Terra deu...

alice disse...

é tão difícil poder dizer algo. a combinação de imagens é lindíssima. obrigada, isa. beijo*

D'age disse...

Olá. Sabes porque é que não apareço há tanto tempo?
Porque ando na tecno...
Visita esperada
Bj______

intruso disse...

portentoso céu de chumbo, de pedra...


alegoria do que não tem fim,
e é cíclico, como as nuvens.


(não vejo rosa, vejo mãos)
:)



um beijo
até.............................*

Maria disse...

aqui respiro, sempre...

bela.

beijo

Mar Arável disse...

Pois.

Restam as pedras.

que respiram

Anónimo disse...

pudesse eu ver o desafio da folha descuidadamente branca.
pudesse eu sentir o vibrar impaciente da caneta.
e magicamente todos os sonhos teriam asas.

L.

pentelho real disse...

neste blog não se devia comentar:
simplesmente ficar em contemplação...

Paulo R. F. Braccini disse...

breve apontamento, breve fluir, breve narrativa, tudo a divagar na mais profunda emoção de um muro de pedras com perfume de rosas.

Mac Adriano disse...

Lindo, claro, apesar das nuvens de tempestade. Por aqui perto também anda um tufão. Enfim, o vento o vento levará e o sol brilhará de novo. Beijo solarengo (a priori).

as velas ardem ate ao fim disse...

Gosto das imagens que fazem sentir um arrepio na pele.Gosto das palavra que me fazem pulsar o som dos dias.

um bjo Piano

violeta13 disse...

palavras que não precisam de imagens. :)
um abraço

pin gente disse...

verdes rosas as talhadas à mão
prensa eternizada de areias
contorna a rosa, rosa contorna-te
chupa o verde do ar para o coração
imortaliza-te na terra
como um corpo que não sofre a erosão

legivel disse...

das cores me alimento
com o traço risco céus planícies oceanos

e os animais (racionais e os outros)
são o meu deleite

das pedras e das rosas
é comumente aceite
que delas se levantem prosas

poemas e águas mil
pois convém não esquecer
que estamos em abril.



abraço e óptimo fim de semana.

Barqueira disse...

Contemplativa a pedra da primeira imagem. :)

bfS

peregrino disse...

Texto prodigioso. Como sempre.

“breve apontamento debaixo do céu. das pedras e das rosas.”

Traz-me um pedaço dessas pedras nuas, e com ele modelarei os meus dedos de argila. E os meus dedos de argila hão-de ter raízes, e as raízes hão-de converter-se em negros xistos. Negros xistos que hão-de ser foliados, para que dos seus folíolos nasça uma ardósia e dessa ardósia brote uma roseira negra. Roseira negra que dará rosas de azeviche, de pétalas dilaceradas como as minhas mágoas. E essas rosas negras hão-de transfigurar-se em cem claves mudas, num teclado de ébano, quase de piano, e deste exíguo piano não cordado hão de sair laivos de tinta inanes que cruzarão o vazio e se projectarão em arabescos frios, vidrados, que se derramarão sobre um frígido e opálico cristal de vídeo, onde tento perscrutar os horizontes perdidos da distância abismo de todas as memórias, numa floresta labiríntica e panda de sons mudos vestidos de espelhos de espuma e de lâmpadas estranhas. Mas, porque não há corredores nos negros horizontes do esquecimento súbito, de novo me perco por entre as rosas negras do jardim-labirinto por onde “sisíficas” vagueiam as minhas mágoas.
Agradeço, todavia, um pedaço dessas pedras nuas. Para dele extrair uma roseira negra que plantarei no meu jardim de flores negras.
:)


Um abraço e bom fim-de-semana.

M. disse...

pergunto-me porque é que nunca chego a tempo, como se me saltassem os dias ou eles não existissem. como se fosse eu a esconder-me nas pedras e nas rosas.

via disse...

espectacular conjugação de imagens!

Claudia Sousa Dias disse...

Fogo e cinzas sobre uma galeria de esraldas e safiras...é o que me faz lembrar este teu post...


:-)


Um beijo


CSD

pina bausch....

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