e a cada instante a ausência do tempo é uma viagem do silêncio




a exactidão das coisas é ambígua e desloca-se no texto líquido. resguardo de vísceras que a ninguém faz de lençol.


sábado, 19 de Abril de 2008



apenas uma parte é inquietação. ouro envelhecido à janela do deserto.


onde as pétalas são remotas ideias. cegas de cal. cheias da água que inclemente abre a rocha e o relâmpago.


uma vaga mão torna mais árduo o caminho. sinal antigo a impugnar a outra parte. reverso das tardes de patas para o ar.


como a preguiça distraída. ou a pujança de um olhar.


colina onde me habitas. colo que seguro. insegura.

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Isabel Mendes Ferreira
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