
________é neste momento sem hora explícita que me faço transição. de nenhum lugar para nenhum outro. apenas fogo e jogo. jogo de desencontros singulares. solidão do "ante.mundo" sem marés nem luas nem vales . nem estepes. esfera.espera.in.rolante. espaço desimportante de onde me transito_____eremita das horas. simbiose das mãos descritivas e extremas. um momento branco. intransitável. irrisório e convexo. não me digas que estou ilegível. sou. estampa aguda de heresias. uma carta sem rodeios nem apelos. incerto o instante que desacerto neste aperto. alquímico. a realidade tem o preço gasto. consumido pelo excesso. excesso-me rente ao chão. lá fora só existe tempo. irrelevância matérica. e cego. cego este tempo. não me entendes.dizes. nem eu___________este dezembro é um fio. intermitente. extinto coral onde me sou vulto. re.fragmento-me.
P I A N O.....(hoje assim)
_____________e sabendo que o tempo é de agudíssimas horas extremas sou tão ampla quanto a vida e a morte na genuína imobilidade de uma agulha faúlha estilete raras e corpóreas lamas e feridas indissolventes estacas como harpas tensas e átonas. estátuas. o tempo?
segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
momentos de pluma________e de lume
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isabel mendes ferreira
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10:05
domingo, 6 de Dezembro de 2009
da sedução

da terra em espiral de socalcos como poço fértil de amarras líquidas. ou magma. do barro e das mãos hirtas de tanto orvalho gelado como pedras negras cintilantes. carvão que faz de esponja os braços em ramos secos infiéis. da sedução que decadentiza o fausto e o rigor. ácidos e pérfidos rumores de um lenço em despedida. o texto em escrita descendente como falsos sonetos. intraduzíveis suspiros explicitamente ambíguos. que são traços de uma doce ironia. despojos como pregos. lanças ou rostos nevoentos. tudo fruto da terra em pessoalíssima vocação do absurdo. estende-se a prosa obsessiva ao luar. entende.se a matriz num jogo de tensões ávidas e martíricas. e a sedução é uma porta de pétalas e de brasas. antagónico destino de ser margem e incisão. uma página mínima em voz off. e a terra é sempre ventre . em segredo. que te lanço como amado posfácio . direi a sedução como centro adentro e se desfaço o brilho é para melhor tecer o movimento de te ser outra vez a vez vazia. sempre a primeira.
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isabel mendes ferreira
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19:03
Etiquetas: fts de Luisa Vale e Paulo Neto
sábado, 5 de Dezembro de 2009
bravio e imponderável grito,
,_______________na fluência abstracta dos sons que são sinais e dos espelhos que são servos. oficiosa explicação do curso invertiginoso de todos os ermos. como um salmo.
causa de águas paradas. casa de nervos auxiliares. derrame em forma de cisne._______bravio o grito inclinado. deus é uma harpa. e os dedos estão cortados.
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isabel mendes ferreira
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10:54
quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
à solta....em reservas de desgaste....o brilho não é mistério.


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isabel mendes ferreira
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21:34
Etiquetas: imf com Paulo Neto e Miè e rosas de ClaudioLozinsky
desconfiguração
de ver a luz errante como distância sem luz nem apelo à existência de outra face que não seja a face profética da serenidade. mais perto o bronze . e carta de todas as diferenças. o ventre é sempre difusor e lente. onde amadurecem o sublime e o íntimo.onde me sou sem nome nem regaço.lugar de línguas em exílio.
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
o fermento e o chão_____em cada dezembro.


(de Luisa Vale)
___________________________pediste-me uma asa. dei o coração. fora de qualquer tempo ou temática sem enredos nem poços nem geografias digitais. apenas o fermento dos dias submersos. indissonantes e caminheiros. uma terra e um céu. duas asas e toda a sementeira. e mesmo que as ervas nos sejam avessas nada muda. ungir a corrente dos dias é o que faço. em silêncio. que te solto no amargo e no doce. como o mais intemporal dos fermentos.
.vegetal e aéreo este dezembro de asas. osso e coração.
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isabel mendes ferreira
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9:38
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
o reverso é sempre mais flutuante quando testemunha das aves

em cenários instintivos e de artérias vivas é reluzente o talento de certas Mulheres, como por exemplo, a Maria José Quintela e a Mié___________________mapas do olhar.
à hora do entardecer todos os fragmentos se unem__________líricos aquosos e
vigilantes.
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isabel mendes ferreira
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11:03
domingo, 29 de Novembro de 2009
e a dança é um perfume....
. desmedidamente perto do excesso. a gula e o ouro. a face de um abuso. o passo certo no incerto.
invertebrado o drama de um palco combustível . perfeito o movimento do braço raro e vocabular. ciclópico. antes era o canto. agora o olhar na metade de um segredo andante.
pináculo de asas em queda livre._________cai a noite e somos luar e líbido. quem sabe se afinal etéreas açucenas. desmedidamente.
todos os lugares são permutáveis ágeis e inconfidentes.
desvaneço-te o perfume. aprendo o enigma da leveza.
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isabel mendes ferreira
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20:28
das insepultas raizes_______e da pele aérea.
Albano Martins.
e nesse dia oblongo só existirá uma pérola. lisa. sólida.
esqueleto de um verso em relevo.
bem aventuradas as estrelas explosivas. como ferros em brasa.
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isabel mendes ferreira
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10:14








